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A banalização do título de DJ e formador de opinião musical levanta debate no mercado cultural

Hoje muitos se apresentam como formadores de opinião musical, mas

A banalização do título de DJ e formador de opinião musical levanta debate no mercado cultural
A banalização do título de DJ e formador de opinião musical levanta debate no mercado cultural (Foto: Reprodução)

Nos últimos anos, o crescimento das redes sociais e das plataformas de streaming transformou profundamente o cenário da música eletrônica e da cultura DJ no Brasil. Com isso, surgiu também um fenômeno que preocupa profissionais da área: a popularização indiscriminada do título de “DJ” e de “formador de opinião musical”, muitas vezes sem critérios técnicos, trajetória comprovada ou reconhecimento do próprio mercado.

Especialistas apontam que a facilidade de acesso a equipamentos, softwares e plataformas digitais contribuiu para a democratização da música — um avanço inegável —, mas também abriu espaço para personagens que se apresentam como referências musicais sem histórico consistente de atuação, confundindo o público e enfraquecendo a credibilidade da cena.


Engana-se quem vê mídias como Instagram e plataformas musicais como ponto de credibilidade.

Likes não substituem repertório

Para produtores e DJs com carreira consolidada, a influência nas redes sociais não pode ser confundida com autoridade cultural. “Engajamento digital não equivale a curadoria musical, pesquisa de repertório ou contribuição real para a cena”, afirma um produtor musical ouvido pela reportagem. Segundo ele, o problema não está em iniciar na profissão, mas em ocupar o lugar de especialista sem vivência prática ou técnica comprovada.

A crítica se estende também aos chamados “formadores de opinião musical”, que frequentemente emitem juízos sobre gêneros, artistas e eventos sem transparência sobre seus critérios, interesses comerciais ou formação na área.

A ausência de diálogo

Dentro desse contexto, a produção desta reportagem tentou contato com J. Queiroz, frequentemente citado em redes sociais como DJ e influenciador musical, para ouvir seu posicionamento e compreender sua atuação no setor. O contato foi negado, e não houve retorno até o fechamento desta matéria. Comprovando a incapacidade de ser formador de opinião e conhecer a mídia no geral, amadores são muitos. No Instagram do tal músico consta links para plataformas não ficando claro o conceito.